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PVC

Cloruro de Polivinilo (Rígido)

PVC·PVC·Amorfo

O PVC (Cloreto de Polivinila rígido, ou uPVC = unplasticized) é o terceiro plástico mais produzido do planeta —130 milhões de toneladas por ano— e o material que substituiu o ferro fundido em tubulações e o alumínio em perfis de janelas. Com 57% de cloro em peso, é o único termoplástico comum com halogênios na cadeia principal, o que lhe dá características únicas: autoextinguível (LOI 45), excelente resistência química, durabilidade externa >50 anos em perfis e custo muito baixo.

Aplicações dominantes: tubulações de água fria e esgoto sanitário (DWV) —#1 mundial—, perfis de janelas uPVC (Rehau, Veka, Schüco lideram), siding (revestimento externo de casas), calhas, eletrodutos e conexões (curvas, T's, reduções). Os produtores globais são Westlake, Shintech, OxyVinyls, Formosa, INEOS Inovyn e Solvay.

Processualmente é o termoplástico mais difícil do mercado convencional: janela de processo estreitíssima (170-190°C), decomposição a HCl gasoso desde 135°C que se acelera acima de 200°C, requer estabilizadores obrigatórios (Ca-Zn modernos, historicamente Pb/Sn) e equipamento especializado. A maior parte se transforma por extrusão, não injeção; a injeção fica para conexões e peças técnicas curtas. Processa PVC? Compartilhe sua experiência com estabilizadores e degradação nos comentários.

As faixas apresentadas nestas tabelas foram compiladas pela equipe da MVPS a partir de diversas cartas de parâmetros e da literatura, integrando os limites inferiores e superiores para cada tipo de material.

As informações devem ser cuidadosamente revisadas na elaboração dos processos de moldagem por injeção. As faixas finais e as tolerâncias de processamento são responsabilidade do engenheiro responsável.

Estas faixas não são recomendadas para desenvolver tolerâncias de processo específicas. A MVPS sempre recomenda solicitar e consultar a ficha técnica do fornecedor.

Propriedades Gerais

Estrutura QuímicaAmorfo
Densidade (Peso Específico)1,45:1
Relação L/D19 – 26
Razão de Compressão2 – 3
Fator de Tonelagem3,86 – 5,41kN/cm²
Difusividade Térmica0,1661mm²/s
Taxa de Cisalhamento Máx.20.0001/s
Contração0,1 – 0,6%
Moído (Regrind)⚠ Cuidado
Deflexão Térmica (HDT) @ 1,82 MPa80°C
Transição Vítrea (Tg) @ 10°C/min60°C
Amolecimento Vicat @ 50N77°C

Secagem

Temperatura de Secagem71 – 79°C
Tempo de Secagem1 – 2h
Umidade Recomendada0,2%
Tipo de Secador RecomendadoAr
Ponto de Orvalho-40°C

Temperaturas

Massa Fundida (Melt)185 – 204°C
Bico166 – 182°C
Frontal166 – 177°C
Central166 – 177°C
Traseira160 – 171°C
Desmoldagem38 – 82°C
Molde (Resfriamento)21 – 71°C
Garganta de Alimentação10 – 49°C

Processamento

Contrapressão4,1 – 6,9bar
Velocidade de Rotação35 – 70RPM
Velocidade de InjeçãoBaixa
Ocupação do Cilindro20 – 80%
Pressão de Injeção1.500 – 2.500Pbar
Pressão de Recalque375 – 2.000Pbar
Colchão2,5 – 6,4mm

Molde

Diâmetro do Canal4,06 – 8,13mm
Diâmetro da Entrada1,02 – 2,03mm
Área da Entrada0,81 – 3,24mm²
Espessura de Parede1,02 – 5,08mm

Saídas de Gás

Profundidade (Vent Depth)0,0203 – 0,0305mm
Comprimento (Vent Land)0,508 – 1,02mm
Largura (Vent / Clearance)3,05 – 10,2mm
Alívio (Relief Channel)0,2032 – 0,4064mm

Perguntas frequentes

O PVC é polimerizado do **cloreto de vinila monômero (VCM, CH₂=CHCl)** —cada unidade repetida contém um átomo de cloro grande. O cloro é **57% do peso** da molécula final, e é o que dá ao PVC suas propriedades distintivas: alta densidade (1,40 g/cm³, maior que a maioria dos plásticos), retardância ao fogo inerente (não propaga chama, LOI ~45), resistência química ampla e rigidez sem necessidade de reforço.
- **PVC rígido (uPVC)**: PVC sem plastificantes, máximo Shore D, perfis e tubulações. - **FPVC (PVC flexível)**: PVC + 20-50 phr plastificante (DOTP, DEHP), Shore A 50-95, cabos e tubos. - **CPVC (PVC clorado)**: PVC submetido a pós-cloração para subir Cl% de 57% a 67%, maior resistência térmica (95°C vs 60°C), água quente e sprinklers. Os três são fabricados a partir do **mesmo PVC base**, as diferenças são aditivos (plastificante) ou pós-processamento (cloração).
Massa: **170-190°C** (alguns graus toleram até 200°C na frontal). Molde: **30-45°C**. Janela muito estreita: a 160°C não flui bem, a 200°C+ começa a se decompor a HCl. **Velocidade de injeção moderada** —velocidades altas geram shear excessivo que também degrada. **Residência máxima 5 minutos**; idealmente menos. Se parar a produção, purgue imediatamente com HDPE ou PP.
**Sim, ligeiramente**: 1,5-2,5 horas a **75-90°C** em desumidificador ou ar quente. O PVC absorve muito pouca umidade (~0,1%) mas a presença de íons cloro faz com que a água superficial cause silver streaks e pequenas bolhas. Em climas tropicais ou lotes abertos por dias, **secagem obrigatória**.
Os **estabilizadores** são aditivos que previnem a decomposição térmica do PVC durante o processamento. Capturam o HCl nascente e evitam reações em cadeia que gerariam mais HCl. **Famílias**: - **Pb (chumbo)**: clássico, eficiente, **proibido na UE desde 2015** por toxicidade. Ainda usado em algumas regiões. - **Sn (organoestânicos)**: padrão USA em tubulação potável, muito eficiente. - **Ca-Zn (cálcio-zinco)**: moderno, não-tóxico, dominante na Europa, food contact e medical. - **Mixed metal (Ba-Zn)**: alternativa intermediária. **Tendência 2026**: Ca-Zn captura ~70% do mercado global e cresce.
Contração **0,2-0,6%**, muito baixa e previsível —ideal para conexões com tolerâncias estritas (uniões de tubulação que devem selar à pressão). O PVC é **amorfo** (sem direcionalidade cristalina) e a contração depende mais da densidade de empacotamento que do resfriamento. Para perfis extrudados, dimensões quase exatas com calibração por vácuo.
**uPVC vence em**: (1) **isolamento térmico** (condutividade 0,17 W/m·K vs 200 do alumínio — janelas uPVC eliminam pontes térmicas), (2) **custo** (30-50% mais barato instalado), (3) **não corrói** (zonas costeiras, chuva ácida), (4) **manutenção zero** (não precisa pintar como madeira), (5) **vida útil 40-50 anos com cor estável**. **Alumínio vence em**: rigidez para vãos grandes (>1,5 m), estética arquitetônica contemporânea, reciclabilidade real. **Tendência 2026**: uPVC domina residencial na Europa (>50% mercado), alumínio em alto-desempenho comercial.
**Sim tecnicamente, mas complicado na prática**. Código de reciclagem **#3 (PVC)**, aceito em muito poucos municípios. Problemas: (1) **contamina outras correntes** —até traços de PVC em PET ou HDPE arruínam o lote por decomposição a HCl na extrusora do reciclado, (2) **aditivos variam muito** entre graus (estabilizadores, pigmentos, plastificantes), dificultando recompound, (3) **dioxinas se incinerado mal**. **Recovinyl** (indústria UE) recicla mecanicamente ~800 mil toneladas/ano em perfis e tubulações pós-consumo. Nos EUA e LatAm, a maior parte vai para aterro.
**Sim**: certificado **NSF/ANSI 61** para contato com água potável quando se usam estabilizadores não-tóxicos (Sn, Ca-Zn). O monômero VCM residual é controlado a **<1 ppm** por padrão global (era >100 ppm nos anos 60 antes das descobertas de carcinogenicidade). As tubulações PVC modernas têm **vida útil >50 anos** sem lixiviação significativa. A controvérsia centra-se em **PVC com estabilizadores de chumbo** (legado em tubulações antigas pré-2000) ou **plastificantes ftálicos** (issue do FPVC, não aplica ao rígido).
**Degradação térmica com liberação de HCl**, igual ao CPVC e FPVC. Sintomas: peça com queimaduras marrons/pretas, cheiro picante de HCl, viscosidade baixando inexplicavelmente, corrosão visível em parafuso e cilindro em poucos meses. **Causas**: temperatura excedida (>200°C sustentado), tempo de residência >5 min, zonas mortas no parafuso, **estabilizador insuficiente** ou vencido. **Solução**: respeitar temperatura, **purgar com HDPE/PP** ao parar produção, usar parafusos cromados de alta qualidade (Inconel não necessariamente, o PVC rígido é menos agressivo que CPVC), validar pellets recebidos por análise térmica (TGA).

Fontes

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