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Dados de Resina
PET

Tereftalato de Polietileno

PET·Poliésteres·Semicristalino

O PET é a resina que mudou as regras da embalagem moderna e, ao mesmo tempo, uma das mais exigentes em injeção. Falamos do polietileno tereftalato (CAS 25038-59-9), o polímero por trás de praticamente todas as garrafas transparentes do planeta, das bandejas para forno (CPET), das fibras têxteis poliéster e dos filmes técnicos. Marcas como Indorama RamaPET, Far Eastern Cleartuf, Octal e Alpek dominam o grau garrafa, enquanto Eastman e DAK Americas são referências em graus especiais.

A chave do PET é a secagem: se você processa com umidade acima de 0,02% ele hidrolisa, perde peso molecular (cai o IV) e a peça sai frágil. É preciso secar entre 120-150°C durante 4-6 horas em desumidificador, nunca com ar ambiente. As temperaturas de fusão ficam em 260-280°C no grau natural e 275-290°C quando há fibra de vidro.

O outro tema central é a cristalinidade: com molde frio (15-30°C) saem peças amorfas transparentes —tipicamente pré-formas que depois vão ao sopro SBM—; com molde quente (~140°C) você obtém CPET cristalino para bandejas ovenáveis. Processa PET? Contribua com sua experiência sobre secagem, IV e sopro nos comentários.

As faixas apresentadas nestas tabelas foram compiladas pela equipe da MVPS a partir de diversas cartas de parâmetros e da literatura, integrando os limites inferiores e superiores para cada tipo de material.

As informações devem ser cuidadosamente revisadas na elaboração dos processos de moldagem por injeção. As faixas finais e as tolerâncias de processamento são responsabilidade do engenheiro responsável.

Estas faixas não são recomendadas para desenvolver tolerâncias de processo específicas. A MVPS sempre recomenda solicitar e consultar a ficha técnica do fornecedor.

Propriedades Gerais

Estrutura QuímicaSemicristalino
Densidade (Peso Específico)1,43:1
Relação L/D20 – 30
Razão de Compressão2 – 3
Fator de Tonelagem6,18 – 9,27kN/cm²
Difusividade Térmica0,063mm²/s
Taxa de Cisalhamento Máx.50.0001/s
Contração0,3 – 3%
Moído (Regrind)50%
Deflexão Térmica (HDT) @ 1,82 MPa66°C
Transição Vítrea (Tg) @ 10°C/min71°C
Amolecimento Vicat @ 50N205°C

Secagem

Temperatura de Secagem129 – 141°C
Tempo de Secagem3 – 6h
Umidade Recomendada0,05%
Tipo de Secador RecomendadoDessecante
Ponto de Orvalho-40°C

Temperaturas

Massa Fundida (Melt)282 – 299°C
Bico279 – 302°C
Frontal266 – 296°C
Central260 – 296°C
Traseira254 – 291°C
Desmoldagem96 – 132°C
Molde (Resfriamento)79 – 121°C
Garganta de Alimentação35 – 79°C

Processamento

Contrapressão3,4 – 6,9bar
Velocidade de Rotação30 – 70RPM
Velocidade de InjeçãoAlta
Ocupação do Cilindro30 – 70%
Pressão de Injeção300 – 1.400Pbar
Pressão de Recalque75 – 1.120Pbar
Colchão6,4 – 12,7mm

Molde

Diâmetro do Canal4,06 – 7,11mm
Diâmetro da Entrada1,02 – 1,52mm
Área da Entrada0,81 – 1,82mm²
Espessura de Parede0,76 – 3,05mm

Saídas de Gás

Profundidade (Vent Depth)0,0102 – 0,0305mm
Comprimento (Vent Land)0,508 – 1,02mm
Largura (Vent / Clearance)3,05 – 7,62mm
Alívio (Relief Channel)0,127 – 0,254mm

Perguntas frequentes

O PET (polietileno tereftalato) é um poliéster termoplástico semicristalino. Em injeção, seu uso #1 é a fabricação de **pré-formas de garrafa** —pequenos tubos amorfos com rosca que depois são soprados por stretch blow molding (SBM) para fazer garrafas PET de bebida. Também é injetado para bandejas CPET ovenáveis, recipientes cosméticos e peças técnicas com fibra de vidro.
O PET é **fortemente higroscópico** e reage com a água em temperatura de processo (hidrólise). Com umidade acima de 0,02%, as cadeias quebram, o IV cai e a peça perde resistência e transparência. Seca-se a 120-150°C durante 4-6 horas em desumidificador com ponto de orvalho ≤ -40°C. Ar quente convencional não funciona.
**APET**: resfriamento rápido em molde frio (15-30°C), transparente, usado em pré-formas e bandejas frias. **CPET**: molde quente (~140°C) que promove cristalização, opaco, resiste até ~220°C em forno —são as bandejas para refeições prontas que vão direto do freezer ao forno.
**PETG** é PET modificado com glicol —é amorfo, não cristaliza, não precisa de secagem tão crítica e tem janela de processo mais ampla. Use quando precisar de peças claras espessas, blister farmacêutico ou impressão 3D. **PET** quando precisar de propriedades mecânicas reais, barreira a gás (garrafas carbonatadas) ou resistência térmica.
**PBT** cristaliza mais rápido e é mais fácil de injetar estruturalmente —usado em conectores elétricos e autopeças. **PET** tem maior rigidez e resistência mecânica uma vez cristalizado, mas exige ciclos mais longos e temperaturas de molde mais altas. Para produção em massa de peças técnicas, PBT geralmente vence; para barreira e transparência, PET não tem rival.
O **IV** mede o peso molecular médio do PET. Graus típicos: 0,60-0,65 dL/g para bandejas, 0,74-0,82 dL/g para pré-formas de garrafa, 0,85+ dL/g para garrafas de água mineral de boca larga. Cada secagem mal feita ou ciclo de reciclagem reduz o IV. PET com IV < 0,70 não é adequado para garrafas pressurizadas.
**Sim, sob condições estritas.** A FDA emite "letters of non-objection" caso a caso para processos de reciclagem mecânica que demonstrem descontaminação adequada. A EFSA na Europa faz o mesmo. Os graus rPET food-grade (ex. Indorama Deja, Evergreen rPET) passam por SSP (polimerização em estado sólido) para elevar o IV e eliminam migrantes a níveis aprovados. Nem todo rPET serve para contato direto.
Para PET amorfo (pré-formas): **0,2-0,5%**. Para PET cristalino (CPET, peças técnicas): **1,2-2,0%** longitudinal, até **2,5%** transversal. A alta variabilidade se deve a que a cristalinidade final depende do perfil térmico do molde —diferenças de temperatura de parede se traduzem em empenamento. Projetar o sistema de refrigeração é crítico.
A **pré-forma** —aquele tubo grosso com rosca já formada— é injetada amorfa, transparente, com paredes grossas. Depois é reaquecida ao ponto de **strain-induced crystallization** (~100-120°C) e soprada biaxialmente: o material orienta suas cadeias em duas direções, ganha barreira a gases (CO₂ para refrigerantes) e resistência mecânica. Fazer a garrafa diretamente por injeção não daria essa orientação.
**Hidrólise por má secagem** é o #1, de longe. Sintomas: peças opacas com bolhas, sprue que sai úmido, viscosidade baixa. A solução: desumidificador com ponto de orvalho -40°C, 4-6h a 130°C, verificar umidade residual com Karl Fischer. O #2 é **acetaldeído** (AA) em garrafas de água, que altera o sabor —controlado com baixo tempo de residência e temperatura moderada (não mais de 280°C).

Fontes

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