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Dados de Resina
PEI

Polieterimida (Ultem)

PEI·Alto Desempenho·Amorfo

O PEI (Polieterimida) é o "PEEK do meio-range": amorfo, transparente âmbar, e com uma das temperaturas de uso contínuo mais altas de qualquer termoplástico transparente —Tg de 217°C, HDT de 200°C sem reforço, uso contínuo a 170°C. A marca dominante mundial é Ultem —desenvolvida pela GE Plastics em 1982, hoje parte da SABIC Specialties— com quase 100 graus disponíveis. A Solvay tem Extem como variante high-end, e já há alternativas bio-based emergindo.

Sua grande fortaleza é a combinação única amorfa: transparente característico âmbar, FST inerente (Flame/Smoke/Toxicity) cumprindo FAR 25.853 sem aditivos halogenados, USP Class VI e ISO 10993 para medical, resistência química a ácidos diluídos, hidrocarbonetos, álcoois, e estabilidade dimensional excepcional (contração 0,5-0,7%, isotrópica). Custa entre PEEK acima ($50-100/kg) e PSU abaixo: $25-50/kg para Ultem 1000, até $80/kg para graus aerospace especiais.

Aplicações principais: interiores aeroespaciais (painel de teto, dutos, assentos, painéis de entretenimento inflight —Ultem 2300 com 30% GF economiza 15% peso vs alumínio), dispositivos médicos esterilizáveis (instrumental cirúrgico autoclavável centenas de ciclos), conectores 5G (estabilidade dielétrica até GHz), partes de forno doméstico e microondas, PCBs flex high-temp. Processa Ultem ou PEI? Compartilhe sua experiência nos comentários.

As faixas apresentadas nestas tabelas foram compiladas pela equipe da MVPS a partir de diversas cartas de parâmetros e da literatura, integrando os limites inferiores e superiores para cada tipo de material.

As informações devem ser cuidadosamente revisadas na elaboração dos processos de moldagem por injeção. As faixas finais e as tolerâncias de processamento são responsabilidade do engenheiro responsável.

Estas faixas não são recomendadas para desenvolver tolerâncias de processo específicas. A MVPS sempre recomenda solicitar e consultar a ficha técnica do fornecedor.

Propriedades Gerais

Estrutura QuímicaAmorfo
Densidade (Peso Específico)1,28:1
Relação L/D18 – 24
Razão de Compressão2 – 3
Fator de Tonelagem4,63 – 6,18kN/cm²
Difusividade Térmica0,1432mm²/s
Taxa de Cisalhamento Máx.40.0001/s
Contração0,6 – 0,8%
Moído (Regrind)⚠ Cuidado
Deflexão Térmica (HDT) @ 1,82 MPa191°C
Transição Vítrea (Tg) @ 10°C/min217°C
Amolecimento Vicat @ 50N220°C

Secagem

Temperatura de Secagem149 – 160°C
Tempo de Secagem3 – 6h
Umidade Recomendada0,02%
Tipo de Secador RecomendadoDessecante
Ponto de Orvalho-40°C

Temperaturas

Massa Fundida (Melt)338 – 416°C
Bico343 – 399°C
Frontal343 – 399°C
Central338 – 399°C
Traseira332 – 399°C
Desmoldagem85 – 185°C
Molde (Resfriamento)68 – 174°C
Garganta de Alimentação35 – 79°C

Processamento

Contrapressão3,4 – 6,9bar
Velocidade de Rotação10 – 100RPM
Velocidade de InjeçãoAlta
Ocupação do Cilindro40 – 60%
Pressão de Injeção700 – 1.500Pbar
Pressão de Recalque175 – 1.200Pbar
Colchão6,4 – 12,7mm

Molde

Diâmetro do Canal3,05 – 6,1mm
Diâmetro da Entrada0,76 – 1,52mm
Área da Entrada0,46 – 1,82mm²
Espessura de Parede0,51 – 3,81mm

Saídas de Gás

Profundidade (Vent Depth)0,0203 – 0,0508mm
Comprimento (Vent Land)0,508 – 1,52mm
Largura (Vent / Clearance)3,81 – 12,7mm
Alívio (Relief Channel)0,2032 – 0,4064mm

Perguntas frequentes

O **PEI** (Polieterimida) é um termoplástico amorfo aromático com estrutura química alternante de **grupos éter** (-O-) e **grupos imida** (anéis cíclicos N-CO-N). Os anéis imida são os que lhe dão a característica **cor âmbar translúcida** —absorvem luz visível no azul-violeta. A estrutura rígida do backbone lhe dá: **Tg 217°C** (a mais alta entre amorfos transparentes comerciais), **HDT 200°C** unfilled, **uso contínuo 170°C**, **V-0 inerente**, **resistência química ampla**. É um dos poucos amorfos que se aproximam ao PEEK em temperatura.
- **Ultem 1000**: padrão, âmbar transparente, balanço geral — o mais usado. - **Ultem 1010**: variante com Tg ligeiramente mais alta e melhor performance térmica, **favorito do FDM 3D print** industrial. - **Ultem 2300**: 30% fibra de vidro, opaco, **rigidez aeroespacial** (assentos, painéis). - **Ultem 9085**: **grau aerospace específico para FDM** (impressão 3D), cumpre FAR 25.853 + FAA, listado para componentes interiores de voo. - **Ultem 9075/9080**: FST otimizado para dutos de ar em avião. - **Solvay Extem**: variante high-performance com Tg até 267°C, custo mais alto. Para processos não-FDM (injeção, usinagem, extrusão), os mais usados são 1000, 1010 e 2300.
- **Secagem**: 150°C × 4 h em desumidificador com ponto de orvalho <-30°C. Reforçados: 6 h. Umidade final <0,02% obrigatório (senão bolhas, manchas, baixas propriedades). - **Massa**: 350-410°C (Ultem 1000 padrão: 380-400°C; 9085 aerospace: 400-420°C). - **Molde**: **135-180°C obrigatório** —se moldar com molde frio (<120°C) a peça tem stress residual alto e pode fissurar meses depois espontaneamente. - **Residência**: <10-15 min. PEI é estável termicamente mas pigmentos podem mudar de cor sustentado >382°C. - **Velocidade de injeção**: média-alta. Shear thinning ajuda o preenchimento.
Cumpre **FAR 25.853** (Federal Aviation Regulation) **sem aditivos halogenados**: - **Flame**: V-0 inerente, não propaga chama. - **Smoke**: emissão de fumaça extremamente baixa durante combustão —crítico em evacuação de aeronaves. - **Toxicity**: gases de combustão classificados como baixos em HCN, HCl, CO comparados com outros plásticos FR. - **Heat release rate**: baixo OSU heat release (<65 kW/m²·min, requerido por FAR 25.853 Appendix F Part IV). Resultado: **um painel de teto, divisor, duto de ar ou assento de Ultem cumpre as regulações FAA e EASA** sem necessidade de tratamento pós-molde. **15% mais leve que alumínio**, sem issues de corrosão.
**Sim, excepcional**. Muitos graus Ultem cumprem: - **USP Class VI** (United States Pharmacopeia, testes de toxicidade implante crônico). - **ISO 10993** (biocompatibilidade para dispositivos médicos). - **Esterilização repetida sem degradação**: gamma, EtO, autoclave a vapor 134°C —centenas de ciclos. Aplicações: **instrumental cirúrgico reusable** (cabos de bisturi, retratores, kits modulares), **bandejas de esterilização** que substituem aço, **dispositivos dentais**, **componentes de analisadores in-vitro** que se esterilizam quimicamente. Para implantes permanentes, **PEEK** continua sendo preferido pelo seu modulus bone-matching, mas PEI domina o **reutilizável**.
**Contração 0,5-0,7%, isotrópica**, uma das mais previsíveis de plásticos de alta performance. Razões: - É **amorfo** (sem cristalização) → não há direcionalidade cristalina. - **Sem shrinkage pós-molde** significativo se o processo foi correto (sem stress residual). Com 30% GF (Ultem 2300): contração cai a 0,2-0,5%, mas aparece **anisotropia leve** por orientação de fibra. A previsibilidade é chave para peças como **conectores fine-pitch** ou **componentes óticos transparentes** onde tolerâncias em mícrons importam.
- **PEEK** ([Polyether Ether Ketone](/pt/desktop/datos-de-resina/peek)) **vence em**: temperatura máxima contínua (260°C vs 170°C), resistência química universal, resistência a fadiga, biocompatibilidade para **implantes permanentes**. É semicristalino. - **PEI/Ultem vence em**: custo (50-70% mais barato), **transparência âmbar**, processado mais fácil (amorfo, não requer controle de cristalinidade), **melhor FST inerente** para aerospace interiors, **estabilidade dimensional** (sem post-shrinkage). **Regra prática 2026**: para interiores aerospace, medical reusable ou componentes transparentes high-temp → **PEI Ultem**. Para estrutural aerospace, medical implantável, oil & gas downhole → **PEEK**.
**Sim, bem para um amorfo**, mas com limitações específicas: - **Resiste**: ácidos diluídos (H₂SO₄ 10%, HCl), bases diluídas, álcoois (etanol, isopropanol), hidrocarbonetos alifáticos, óleos lubrificantes, fuels (Jet A, gasolina), água quente e vapor. - **Não resiste**: **solventes clorados** (cloreto de metileno, clorofórmio —os dissolvem), **cetonas** (acetona, MEK), **bases concentradas** (NaOH 50% quente), aminas, hidrazina. **Tema crítico de design**: o PEI é suscetível a **stress-cracking em solventes** quando há stress residual do moldeo. Por isso o molde quente (135-180°C) e annealing pós-molde são importantes para peças que verão solventes em serviço.
**Sim, mecanicamente** —pode ser reciclado pós-industrial até 25-50% regrind sem perda significativa. **É estável termicamente**, suporta múltiplas passagens por extrusora. **Limitações**: para medical e aerospace estrutural, o regrind não é permitido por rastreabilidade. Para aplicações industriais (isoladores elétricos, peças técnicas) aceita-se 25%+ regrind. A **complexidade química** do backbone PEI faz com que o reciclado químico (despolimerização) seja menos prático que para poliésteres simples como PET.
**Bolhas e manchas prateadas por umidade insuficiente da secagem**. PEI é **higroscópico** —pode absorver 0,25% de umidade em ar ambiente em 24h. Se entrar com umidade >0,02%, **defeitos garantidos**. Sintomas: silver streaks, microbolhas, **cor mudada** (mais escura ou leitosa). Solução: secagem 150°C × 4-6h obrigatório sem atalhos, desumidificador com dew point <-30°C, **não abrir sacos mais de 1 hora antes de carregar**. O segundo issue comum: **stress-cracking em serviço** quando a peça tem stress residual do moldeo + contato com solvente —solução é molde quente (160°C+) e/ou annealing 1-2h a Tg+10°C.

Fontes

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