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Dados de Resina
FPVC

Cloruro de Polivinilo (Flexible)

FPVC·PVC·Amorfo

O FPVC (PVC Flexível) é PVC ao qual foram adicionados 20-50 phr (partes por cem) de plastificante para transformá-lo de um material rígido em um que vai desde Shore A 95 (firme, como mangueira de jardim) até Shore A 50 (mole, como bolha inflável). É o material #1 mundial para isolamento de cabos e condutores elétricos —representa mais de 40% do consumo global de PVC. Também domina em tubos médicos e bolsas de sangue, calçados (solas de sandálias, chinelos), mangueiras, filmes infláveis e revestimentos.

O grande debate do FPVC é o plastificante: o clássico DEHP/DOP (di-2-etilhexil ftalato) é restrito pelo REACH (SVHC) na Europa para brinquedos, contato alimentício e dispositivos médicos. A indústria migrou para DOTP (di-2-etilhexil tereftalato), DINP e famílias completamente alternativas como citratos, adipatos e trimelitatos. Teknor Apex (compostos Apex), Sumika e OxyVinyls lideram o mercado global.

Processualmente é mais fácil que o PVC rígido: massa 170-190°C (o plastificante baixa a Tg efetiva), molde 30-45°C, contração 0,2-0,6% em graus firmes e até 1,5-2,5% nos muito moles. Persiste o problema de degradação a HCl do PVC: residência curta, parafusos especiais. Processa FPVC? Compartilhe sua experiência com plastificantes e shore hardness nos comentários.

As faixas apresentadas nestas tabelas foram compiladas pela equipe da MVPS a partir de diversas cartas de parâmetros e da literatura, integrando os limites inferiores e superiores para cada tipo de material.

As informações devem ser cuidadosamente revisadas na elaboração dos processos de moldagem por injeção. As faixas finais e as tolerâncias de processamento são responsabilidade do engenheiro responsável.

Estas faixas não são recomendadas para desenvolver tolerâncias de processo específicas. A MVPS sempre recomenda solicitar e consultar a ficha técnica do fornecedor.

Propriedades Gerais

Estrutura QuímicaAmorfo
Densidade (Peso Específico)1,29:1
Relação L/D15 – 24
Razão de Compressão1,5 – 3,1
Fator de Tonelagem3,09 – 4,63kN/cm²
Difusividade Térmica0,1378mm²/s
Taxa de Cisalhamento Máx.20.0001/s
Contração0,2 – 0,6%
Moído (Regrind)30%
Deflexão Térmica (HDT) @ 1,82 MPa85°C
Transição Vítrea (Tg) @ 10°C/min91°C
Amolecimento Vicat @ 50N71°C

Secagem

Temperatura de Secagem60 – 82°C
Tempo de Secagem1 – 3h
Umidade Recomendada0,5%
Tipo de Secador RecomendadoAr
Ponto de Orvalho-40°C

Temperaturas

Massa Fundida (Melt)160 – 193°C
Bico141 – 182°C
Frontal149 – 193°C
Central160 – 182°C
Traseira129 – 177°C
Desmoldagem38 – 71°C
Molde (Resfriamento)21 – 60°C
Garganta de Alimentação10 – 49°C

Processamento

Contrapressão2,8 – 6,9bar
Velocidade de Rotação50 – 90RPM
Velocidade de InjeçãoBaixa – Média
Ocupação do Cilindro45 – 85%
Pressão de Injeção700 – 1.250Pbar
Pressão de Recalque175 – 1.000Pbar
Colchão5,1 – 12,7mm

Molde

Diâmetro do Canal4,06 – 8,13mm
Diâmetro da Entrada1,02 – 2,03mm
Área da Entrada0,81 – 3,24mm²
Espessura de Parede0,51 – 5mm

Saídas de Gás

Profundidade (Vent Depth)0,0203 – 0,0406mm
Comprimento (Vent Land)0,508 – 1,02mm
Largura (Vent / Clearance)4,06 – 6,1mm
Alívio (Relief Channel)0,3048 – 0,4064mm

Perguntas frequentes

O FPVC (PVC Flexível) é produzido misturando PVC rígido com **plastificantes líquidos** (tipicamente 20-50 phr — partes por cem de resina). O plastificante penetra entre as cadeias poliméricas, separa as ligações secundárias e permite movimento molecular: o material passa de rígido e frágil a flexível e elastomérico. A quantidade de plastificante define a dureza final, medida em **Shore A** (50-95) para flexíveis vs Shore D para rígidos.
**DEHP (DOP)**: clássico, eficiente (30 phr → Shore A 70), barato. **Restrito pelo REACH como SVHC** — proibido em brinquedos UE (<0,1%), restrito em medical UE. **DOTP**: alternativa não-ftálica mais usada hoje, eficiência muito similar ao DEHP (pode requerer 32-35 phr em vez de 30), sem etiqueta SVHC. **DINP**: ftalato de maior peso molecular, restrito em brinquedos <3 anos mas permitido em outros usos. **Tendência 2026**: para toys, medical e food-contact, DOTP ou adipatos/citratos. Para cabos industriais, DEHP/DINP ainda dominam em muitas regiões.
Massa: **170-190°C** (mais baixa que PVC rígido 180-210°C porque o plastificante baixa a viscosidade efetiva). Molde: **30-45°C**. Velocidade média. Pressão moderada. **Não supere 200°C de forma sustentada** —o FPVC também libera **HCl gasoso** ao degradar-se, igual ao PVC. Alguns plastificantes com menor estabilidade térmica (adipatos) reduzem ainda mais a janela segura.
**Shore A 50-65**: muito mole, filmes infláveis, brinquedos macios, faixas elastoméricas. **Shore A 65-80**: isolamento de cabos, mangueiras, solas de calçado urbano. **Shore A 80-95**: cable jacketing, solas industriais, conexões flexíveis, perfis. **Shore A 95-100+/D**: semi-rígido — borrachas de vedação, perfis automotivos. Regra prática: mais plastificante → menor Shore, mais flexibilidade, **maior tendência a migração** do plastificante ao longo do tempo.
**Migração do plastificante**: como o plastificante não está quimicamente ligado à cadeia de PVC, **escapa lentamente** por superfície, contato com graxas/óleos, calor ou solventes. Resultado: o material perde flexibilidade gradualmente e fica quebradiço (anos em cabos externos, meses em contato com graxa). **Mitigação**: usar plastificantes de maior peso molecular (DOTP, trimelitatos > DEHP > DBP) e aditivos retardadores de migração. TPE e TPU **não têm esse problema** porque sua elasticidade é estrutural.
**FPVC**: vence em **custo** (1/3 do TPU), resistência química ampla, retardância ao fogo inerente (LOI ~25-30), eletricamente ideal para cabos. Perde em: migração de plastificante, sustentabilidade, contato alimentício sem restrições, frio extremo. **TPE/TPV**: limpo (sem migração), reciclável, melhor a baixa temperatura, sem issues regulatórios. Perde em: custo, retardância ao fogo. **TPU**: máximo desempenho mecânico (abrasão, tensão), sem migração. Perde em: custo mais alto, processamento mais exigente. **Regra 2026**: cabos e mangueiras industriais → FPVC. Calçado esportivo premium → TPU. Brinquedos e medical UE → TPE ou FPVC DOTP.
**Sim, continua sendo o material #1** em medical disposable —tubos de transfusão, bolsas de sangue, sondas, conectores luer. Razões: clareza ótica, esterilizável por gamma/EtO, flexibilidade ajustável, selável por radiofrequência, baixo custo. **Mudança regulatória**: EU MDR limita DEHP (<0,1% em alguns dispositivos pediátricos), USA FDA exige rotulagem DEHP-free. Graus modernos usam DOTP, BTHC (butyryl-trihexyl citrato) ou TOTM (trimelitato). Teknor Apex Apex Medical, Watson Brown HSM são referências.
**0,2-0,6%** para graus de Shore A 80+, **0,6-1,5%** para Shore A 60-80, até **2,5%** nos muito moles (50A). A direcionalidade cristalina não se aplica (PVC é amorfo). O plastificante absorve e libera calor lentamente, exigindo **tempos de resfriamento mais longos** que materiais rígidos similares. Cooling balance do molde é crítico para evitar deformações.
A aplicação massiva é **extrusão** —filamentos de cobre são recobertos com FPVC em linha contínua a 300-2000 m/min. A **injeção** é usada para **conectores moldados sobre cabo** (overmolding): plugues USB, plugues de eletrodomésticos, cabeças de tomada internacional. Em medical, injeção é usada para **conectores luer** e partes rígidas que se montam com tubos extrudados.
Igual ao CPVC: **(1) parafuso e cilindro de aço altamente resistente** (Hastelloy, Inconel ou duroplástico cromado endurecido), **(2)** perfil de temperatura conservador (não mais de 195°C na zona frontal), **(3)** residência curta (<3 min para FPVC, vs <90 s para CPVC porque FPVC tolera mais), **(4) purgar com HDPE ou PP** ao trocar material ou parar produção, **(5) ventilação da máquina** para evacuar traços de HCl, e **(6) não usar acetal (POM) na mesma máquina** sem purga exaustiva —o HCl residual desestabiliza o POM violentamente.

Fontes

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